quarta-feira, 28 de julho de 2010

As cores

Como posso viver agora
Que o amor se foi
Partiu sem medo
De deixar quem deixou

Lancei-me então, num mar de ilusões
Onde foram me acertando
Uma a uma
Como as ondas de uma tempestade

De repente me vi sem forças
Não resisti, me entreguei
Me lancei de um abismo
De onde não enxergava as cores
Mesmo que de olhos bem abertos
Não pude sentir a beleza das flores

E as cores, pude vê-las depois
Depois de muito derramar lágrimas
A quem não mereceu
Pude ver as cores então

Sentir o cheiro das flores
Ver a beleza novamente
Reaprender a sonhar, a voar
Voltar a respirar

Foram as cores
que me disseram pra continuar.

sábado, 17 de julho de 2010

Ele

Óbvio, (e pena) que isso é apenas um desvaneio meu.
Pra mim ele vai ser sempre o mesmo cara
com suas idéias absolutas e seus desejos latentes,
estupidamente pessimista e contraditóriamente insistente.
Ele nunca vai deixar de ser extremamente manipulador
e muito menos vai desistir de algo que queira
por mais que isso lhe custe o mais doloroso preço:
Ele nunca vai desistir de mim.

sábado, 26 de junho de 2010

Controvercias

Dizem que é muito dificil esquecer-se de alguém que se foi. Mas muito mais difícil é se esquecer de alguém que não se foi. Alguém do qual o destino se encarrega, todas as manhãs, de lembrar que ainda vive, que ainda respira, que ainda ama.

sábado, 12 de junho de 2010

Antes eu do que você.

Dentre todas as coisas que eu poderia viver, a única incapaz de suportar, seria te perder.
De tudo que pode me machucar, A única que doeria de verdade seria ver a tua dor.
Eu quis morrer quando te vi chorar, nunca achei que fosse capaz de suportar.
E agora EU estou aqui a chorar.
Pelo menos isso, não fui egoísta.
Antes eu do que você.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A conversa que demorou pra acontecer

Ela: Tu já pensou como as coisas seriam se tu estivesse no lugar dela?
Ele: Conto tudo pra ela
Ela: Como tu tens coragem?
Ele: Não entendo direito o motivo, mas nunca consigo apenas "ficar" com uma garota. Elas sempre querem mais, querem o que eu não posso dar.
Ela: Eu só não quero a ver mal, porque eu já fui ela um dia.
Ele: Você não entende.
Ela: Eu sei que não deve ser fácil, mas uma atitude não justifica a outra.
Ele: Tu realmente não entende. Não sabe da história toda.
Ela: Eu sei mais coisas sobre ti do que tu podes imaginar.
Ele: Nunca faço nada de mal a quem não fez por merecer sob meu ponto de vista.
Ela: Então porque me escolheu?
Ele: Não conheço um ser-humano que nunca tenha magoado alguém, também não conheço ninguém que não tenha sido magoado e eu também sou um ser-humano.
Ela: Olha, pode ser muita presunção minha, mas me perdoa se alguma vez eu te magoei.
Ele: Eu deveria ter calado minha boca.
Ela: Eu deveria ter entendido.

Ele: Eu fui incompreendido
Ela: Eu te amo

domingo, 23 de maio de 2010

All my life I pray for someone like you.

Foi numa tarde de sábado. Não, foi antes, numa noite de quarta feira. Era fim de tarde, o sol começava a se pôr. Logo que ele me viu, veio puxar assunto, e eu logo vi que as intenções eram as mesmas. O tempo passou, e sentimento veio meio de repente, meio inesperado, meio arrebatador. Eu não evitei, fui me entregando aos poucos, ganhando segurança, e quando dei por mim, já não era eu. Na verdade era eu sim, era um eu monstruoso, capaz de qualquer coisa pra não perder o que eu tinha conquistado. Mas o esforço não valeu de nada, EU PERDI. Perdi exatamente porque não soube perder. Foi então, nessa tarde de sábado, que eu notei que eu o que eu sentia não era o mesmo que ele sentia. Ele era meu abrigo, era minha proteção do mundo. Ele defendia meus loucos ideais porque ele os tinha como forma de ver a vida. Ele era o que eu mais precisava naquele momento. Mas talvez, pra ele, era muito desgastante me proteger de tudo. Então ele desistiu. E se foi, levando com ele meus anseios, minha esperança, e uma parte do meu coração. Hoje ele disse que vive de mudanças repentinas, de aventuras. Então ele realmente pôde, por alguns instantes, ter me amado.

Eu achei.

Eu achei que soubesse o que era amor. Achei que o conhecia, que sabia do que se tratava. Achei que vivia amores, achei que eram infinitos e incondicionais. Achei que não haveriam limites de tempo ou espaço para ele, achei que ele fosse auto-explicativo. Achei que só um olhar seria suficiente, achei que só um abraço pudesse dizer tudo. Achei que deveria evitar ao máximo certas situações para não desgastarem minha relações. Achei que fosse expontâneo, que fosse uma revolução de sentimentos inabaláveis e jamais pudesse impedi-los.
Sim, eu pude. Mas não quis. Não sei se posso explicar o que eu senti, mas quando eu olhei pra você me veio uma vontade de estar do teu lado, ali naquele momento, naquele lugar. Eu ainda não te amava, mas sabia que poderia se tornar algo muito grande se eu permitisse. E eu permiti, eu quis permitir, permiti porque eu QUIS e não me arrependo. Então tive medo que algo acontecesse e num piscar de olhos você se fosse, com a mesma velociadade com a qual apareceu, principalmente quando as situações vieram. E vieram tão rápido! Mas me surpreenderam. VOCÊ me surpreendeu. EU surpreendi a mim mesma quando fui firme, quando segurei tua mão e, contrariando o que tudo ao meu redor falava, eu disse: VAI DAR TUDO CERTO!